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Novo projeto: Rock e Cerveja


Vocês já devem ter reparado que o Voadora na Jugular anda bastante parado de uns anos para cá. Acontece que simplesmente, depois de alguns anos de trabalho, acabei desanimando com o blog. Deixei de lado o domínio pago e atualmente conto apenas com o padrão do blogspot.

Porém, minha vontade de continuar escrevendo persiste e, por isso, acabei abraçando um novo projeto junto com alguns amigos. Trata-se do Rock e Cerveja, um blog criado para que eu e outros membros do grupo no Whatsapp Rock e Cerveja especial possamos falar sobre essas duas paixões que compartilhamos.

Portanto, caso queira acompanhar nosso trabalho, acesse nosso link http://rockecerveja.com.br/.


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Reclamando pelo que é meu por direito

Sou um usuário adepto do Programa Dotz desde 2002, ou seja, já são 9 anos coletando pontos do programa e trocando por prêmios. Nesse tempo, já troquei dotz por DVDs, vestuários, eletrodomésticos, já fui case do programa, dando meu depoimento falando sobre vantagens de ser um usuário, e sempre falei muito bem para meus conhecidos, recomendando-os a também aderirem.

Quando vou comprar qualquer coisa na Internet, sempre dou preferência para as lojas que me permitam acumular dotz com essa compra. Se essa loja oferece mais pontos por real gasto, então ela entra no topo das favoritas. Foi o que aconteceu em fevereiro, quando precisei comprar alguns livros para a minha esposa usar na sua faculdade. Dei preferência à loja on-line da Livraria Saraiva, já que essa loja oferecia 4 dotz por real gasto.

Fiz 3 compras distintas. Uma no dia 7 de fevereiro, outra no dia 9 e uma última dia 15, pois cada dia a minha esposa chegava com um novo livro que um dos seus professores pediu. Isso totalizou pouco mais de 1.200 dotz a serem depositados em minha conta, que, segundo o Programa Dotz, ocorre em até 30 dias após a compra.

Passados os 30 dias, nada dos pontos serem depositados na minha conta, resolvi entrar em contato com o suporte para verificar o que ocorria. Me pediram um prazo para realizar a análise, e, após alguns dias, recebi o e-mail abaixo:


Como assim? Os procedimentos promocionais não foram concluídos em sua totalidade? Será que eu sou tão idiota que, depois de 9 anos no programa, ainda não sei realizar uma compra via Dotz? Bom, uma coisa eu tenho certeza de que aprendi nesses 9 anos, que é de sempre tirar um print screen da tela de conclusão da compra, para, digamos, me dar respaldo caso algum engano por parte das empresas envolvidas ocorra. Abaixo, os 3 print screens que tirei:

Compra em 07/02/2011

Compra em 09/02/2011

Compra em 15/02/2011

Observem que, destacado com uma borda vermelha, é possível ver que o site confirmou a compra dentro do Programa Dotz. Essas 3 imagens foram enviadas por e-mail para a mesma Ana Carolina Silva do Programa Dotz pudesse solicitar uma nova análise por parte da Saraiva. Porém, hoje, dia 20 de abril de 2011, eu recebi um novo e-mail da senhorita Ana Carolina Silva, com exatamente os mesmos dizeres que o primeiro, informando que não concluí os procedimentos promocionais em sua totalidade. Ocorre, senhorita Ana Carolina, que eu tenho provas de que realizei as compras via Dotz, pois o próprio site da Loja Saraiva me forneceu na conclusão das compras comprovantes de que elas foram realizadas dentro do programa. Contra isso, não há questionamentos. E como eu já tentei resolver isso apenas entre nós, mas sem sucesso, resolvi tornar a situação pública, divulgando-a aqui em meu blog e no meu Twitter.

Não se trata do valor, afinal, 1.200 Dotz devem valer aproximadamente R$ 12,00 pelos cálculos que já fiz comparando o preço dos produtos nas lojas com o valor de pontos necessários para troca (um DVD de R$ 25,00 é trocado por aproximadamente 2.500 dotz). Trata-se de respeito com o cliente, que adere ao programa e se compromete em ser fiel às lojas que oferecem vantagens nesse programa. Espero que isso sirva de lição, não apenas para as empresas envolvidas, mas também para aquelas pessoas que se sentem lesadas, em qualquer situação, e deveriam buscar pelos seus direitos de consumidor.

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Publicitários que fazem publicidade para si mesmos

Certamente, você já deve ter visto o comercial de lançamento do Fiat Bravo no Brasil, claramente inspirado em jogos musicais, como Guitar Hero e Rock Band. Caso não conheça o referido comercial, ou conheça e queira vê-lo novamente, segue abaixo o vídeo no Youtube


Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar bem claro que não tenho nada a ver com a área de publicidade, afinal não sou publicitário, não trabalho e nem quero trabalhar nessa área, e minha intenção aqui é apenas a de expor a impressão que tive assistindo a esse comercial.

Sempre que vejo o comercial em questão, penso comigo mesmo: será que a equipe de publicidade que fez essa propaganda imagina que todo mundo que assiste TV conhece esses jogos? Eu imagino que não. Afinal, tenho um exemplo bem próximo de mim: meu pai nunca jogou e nem nunca viu alguém jogar Rock Band, Guitar Hero, DJ Hero ou algo parecido. Fico pensando o que deve se passar na cabeça dele quando assiste a esses carros de cores diversas passando e brilhando. Mal deve entender que o brilho ocorre quando uma nota é tocada no instrumento, no caso um violoncelo.

A conclusão a que chego é a de que, como a publicidade é uma área nova, que emprega muitos publicitários jovens, essas pessoas acabam fazendo comerciais baseados naquilo que eles vivem: videogames, séries, quadrinhos, Iphones, Ipads, e demais coisas que fazem parte desse mundo admirado por eles. Pessoas que vivem mundos diferentes, como é o caso do meu pai, um senhor de quase 60 anos de idade, conhece pouco de tecnologia, de novas tendências e não faz a mínima idéia do que diabos está se passando nesse comercial do Fiat Bravo, simplesmente não devem existir para esses publicitários.

Pode ser que o Fiat Bravo seja um automóvel focado num público mais jovem e moderno, e por isso o comercial tenha sido feito direcionado exclusivamente nesse público. Mas será que é interessante excluir o público não-alvo logo assim no comercial de lançamento? Não sei a resposta, afinal, não sou publicitário, como já disse.

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Dia mundial do Rock

Uma imagem bem clichê para ilustrar o post

O Rock'n Roll está em minha vida desde cedo. Desde a infância me lembro de gostar de ouvir as bandas nacionais da época como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Engenheiros do Hawaii, isso lá pelos anos 80. Eu e meu irmão tínhamos até uma "banda" imaginária, que tocávamos usando terços no pescoço e pulando na cama da minha mãe, que se chamava "Os Caras Mais Malucos do Mundo".

Depois lá pelos meados dos anos 90, quando já comecei a adquirir consciência e consequetemente gosto musical, passei a gostar de Iron Maiden, Black Sabbath e Deep Purple. O primeiro disco que comprei foi o Powerslave do Iron Maiden, que guardo com muito carinho até hoje.

Capa do primeiro disco que comprei. Opa, pera aí!

O Rock'n Roll e o Heavy Metal fazem parte da minha vida - quando estou cansado, ouço uma metal ballad, quando stressado, um Death ou Thrash Metal bem rápido e pesado, para relaxar um bom e velho metal dos anos 80 - e por isso, não poderia deixar de postar algo sobre esse dia que para mim é tão especial.

Na realidade não sei muito o que escrever, então vou registrar aqui alguma das coisas que postei no meu Twitter durante o dia todo. Músicas, imagens e por aí vai. Coloquei algumas coisas legais lá, que seguem ai abaixo:

Avatar que usei hoje

Iniciei com um cover impossível de ser mais rock'n roll: Lemmy Kilmster do Motörhead tocando The Trooper do Iron Maiden:


Primeiro dia do Rock sem Dio, então não poderia faltar uma dele: We Rock!


Uma saldação ao rock'n roll: AC/DC - For Those About to Rock (We Salute You):


Música que não poderia faltar no Dia do Rock: Led Zeppelin - Rock and Roll:


E só um quetionamentozinho para finalizar:

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Sendo feito de palhaço por um robô

Para ficar mais fácil de entender o que se passa, primeiro vou contar o início da história. Devido à copa, resolvi providenciar um receptor de TV digital, desses USB, para poder assistir no trabalho os jogos no horário do almoço.


Optei pelo receptor da Multilaser. Junto com o aparelho, acompanha um CD com os drivers para instalação e o software para poder assistir e gravar os programas de TV no computador, o Total Media 3.5, com um serial para registrar tal software. Sim, com o serial - guardem bem essa informação.

O porém dessa história é que nem o driver e nem o software que vêm no CD funcionam com o aparelho, por um erro da fabricante. A solução então é acessar o site e baixar esses programas por lá. Com esses novos driver e programa, tudo funciona perfeitamente, ou quase isso. O - grande - problema é que o software que vem no site NÃO tem o serial, tendo o pobre comprador do receptor que utilizar uma versão de avaliação (evaluation).

A grande pegadinha está aí: o comprador adquire um receptor que vem com um software REGISTRADO, mas esse software não funciona. Presumo eu que se esse software é registrado, então o valor do registro está incluso no preço do aparelho. Ou seja: o comprador do receptor de TV digital da Multilaser pagou também pelo software Total Media 3.5 ao comprar esse aparelho. Só que esse programa não funciona com o aparelho, e o software que funciona e que eles fornecem pelo site da fabricante, o Newsoft Presto! PVR, não tem registro. Comprador sai lesado? SIM!!!.

Agora, aí abaixo eu vou colar a minha conversa com um atende. Não sei se é realmente uma pessoa ou se é um bot (robô), pelas respostas automatizadas que obtive. Pelo que pude ver, basta mencionar de qual aparelho estou reclamando para vir uma mensagem pronta, dizendo para eu fazer exatamente aquilo que eu acabei de dizer que já fiz.

Val: Olá, em que posso ajudar?

Fernando: boa tarde. Adquiri o receptor digital RE003 recentemente, mas o driver e o software que vieram juntos no Cd não funcionaram. Baixei então do site o driver e o software funcionais, mas o software que vocês forneceram é versão Evaluation (avaliação).
Preciso de que vocês me forneçam o software com versão registrada, pois eu paguei pelo mesmo.
Val : irei encaminhar um procedimento de instalação por email

Fernando: nesse e-mail irá conter o número de série para registrar o software?

Val : sim, email encaminhado

[nota: nesse momento, me enviaram um e-mail explicando como proceder para instalar o driver e o software, exatamente o que eu já havia mencionado a eles que já tinha feito]


Fernando: essa informação toda que você me passou eu já havia realizado

Fernando: o que eu preciso é da chave de ativação do software Presto! PVR

Fernando: mas que não seja a chave Evaluation

Fernando: está aí?

Val : Por gentileza baixar o driver através do site.
Seguir procedimento abaixo:
1 -Localizar no site o modelo do seu produto.
2 - Ao aparecer a Foto do produto clicar em Detalhes
3 -Embaixo das especificações clicar no ícone DRIVER
4 - Salvar (escolher o local onde vai salvar)
5 - Ir no local onde salvou localizar o programa zipado.
6 - Clicar com botão direito no programa zipado opção EXTRAIR
7 -Depois de extrair localizar SETUP clicar com botão direito ABRIR.
Vai começar a instalação.
Depois de instalado reiniciar e conectar o produto.

Fernando: cara Val

Fernando: como eu já disse, eu já realizei todos esses passos que você explicou

Fernando: mas pelo visto você não leu, ou leu e não compreendeu

Fernando: portanto, vou explicar novamente

Val : Irei gerar o código de postagem para que nos envie o produto via sedex, sem custo. Por gentileza, me passe nome completo e CPF do titular do aparelho,com endereço para entrega com ""Cep"" , telefone com DDD e e-mail.
Obs: O prazo para a devolução do produto é de 15 a 30 dias, para o endereço informado.

Fernando: o Software que vocês fornecem para download no site é versão Evaluation

Fernando: eu apenas preciso de que seja fornecido um software com versão registrada e que funcione

Fernando: eu NÃO irei enviar o produto para vocês, pois ele está funcionando perfeitamente, o único problema é que vocês estão nos fornecendo um software com versão de avaliação, visto que o software no CD que acompanha o produto não funcionou 

Fernando: estou aguardando sua resposta. 

Val: senhor infelizmente tivemos um problema de software com esse aparelho

Val: caso o senhor ja tenha, feito todos os procedimentos é necessário que envie o aparelho para analise

Val : Irei gerar o código de postagem para que nos envie o produto via sedex, sem custo. Por gentileza, me passe nome completo e CPF do titular do aparelho,com endereço para entrega com ""Cep"" , telefone com DDD e e-mail.
 Obs: O prazo para a devolução do produto é de 15 a 30 dias, para o endereço informado.
[reconhecem esse texto de algum lugar?]

Val: Posso ajudar em algo mais?

Val: senhor?

Nesse momento, muito misteriosamente e antes que eu pudesse responder alguma coisa, a minha conexão com o atendente "caiu". Pude sentir que ele não tinha capacidade para resolver o meu simples problema. Pode ser também que a Multilaser esteja lesando os compradores nessa questão, fornecendo a eles um software ao qual eles não fornecem e nem pretendem fornecer o registro, e imaginam que solicitar ao usuário que envie o aparelho para troca irá resolver tal problema. A questão é que o aparelho está funcionando normalmente, porém o comprador paga por esse aparelho para assistir TV no computador com uma mensagem EVALUATION VERSION escrito em letras garrafais sobre a imagem da TV.

[Update 21-06-2010] Registrei esse mesmo texto no Reclame Aqui contra a Multilaser no sábado, e hoje à tarde eles entraram em contato comigo por telefone. Pediram desculpas pelo incidente e explicaram que tiveram um problema com o funcionamento do hardware novo e o software Total Media, mas já estão fechando um contrato com a fabricante do Presto! PVR. Prometeram então que até o fim dessa semana irão entrar em contato novamente comigo para me passar o software em versão full e registrado. Gostei muito da atenção e do feedback ágil e resolutivo fornecido (ao contrário de outras certas empresas por aí).

[Update 27-06-2010] Até a data de hoje, ninguém da Multilaser entrou em contato comigo para me dar um novo posicionamento sobre a questão, conforme havia sido prometido na segunda-feira. Uma pena que não estejam continuando com o bom atendimento que deram no início.

[Update 25-08-2010] Apesar do quase um mês de atraso em relação ao prazo solicitado no primeiro contato, um representante da Multilaser entrou em contato comigo e me forneceu um número de série válido para o Presto! PVR, e agora estou com o software devidamente registrado. Problema resolvido e satisfação do cliente garantida!

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Especial dia dos namorados: minha eterna namorada e eu

Já que hoje é o dia dos namorados, resolvi fazer uma postagem especial descrevendo um pouco do que esse dia significa para mim e para minha esposa, contando a nossa história desde o seu início. E como nada que acontece comigo aparentar ser muito normal (às vezes me sinto personagem de um sitcom), a minha história de amor não poderia ser diferente.

Tudo começou no final de 2005 pro início de 2006, quando através de alguns amigos em comum acabei encontrando no Orkut (sim, em 2005 eu usava isso, e você também) uma mulher com quem esses amigos brincavam, falavam besteira, tiravam sarro e por aí vai. A verdade é que eu gosto de mulheres assim, despojadas e descontraídas, tive interesse em descobrir quem era essa pessoa e me arrisquei a mandar para ela um recado. Acabamos conversando bastante, nos conhecendo melhor, conhecendo mais os gostos um do outro e trocando experiências. Até que em um determinado dia, decidimos marcar um encontro. Um encontro assim sem compromisso, apenas casual, como havíamos combinado.

Certo. Tudo combinado para uma sexta-feira à noite, onde sairíamos para nos ver, conversar, e quem sabe algo mais. Passamos uma semana naquela expectativa para chegar o dia do encontro, para finalmente suprir a nossa carência, afinal estávamos ambos há um bom tempo sem namorar.

Eis que exatamente no dia marcado, algo inexplicável acontece: fui trabalhar normalmente em mais um dia, quando logo nos primeiros minutos do expediente, após acabar de entrar na sala alguém liga o ventilador de teto, que se solta e cai exatamente em cima de mim e de uma colega de trabalho. Nela, o centro do ventilador acertou a cabeça, e em mim, uma das pás acertou a sobrancelha, fazendo um profundo corte. Por sorte, eu trabalhava dentro de um hospital e em poucos segundos já estava no pronto atendimento sendo atendido.

No dia em que fui agredido pelo ventilador violento

Levei cinco pontos na sobrancelha esquerda, perto da região dos supercílios. Tive sorte, pois poucos centímetros abaixo poderia ter acertado o meu olho e possivelmente eu estaria cego. Mas cacete! Tinha que ser logo no dia do nosso primeiro encontro!?

O primeiro pensamento que me veio era de que o nosso encontro tinha ido por água abaixo. Mas após o atendimento médico, tirar um raio-x do crânio para verificar se haveriam danos maiores e tomar uma vacina anti-tetânica, resolvi mandar um SMS para o meu encontro de logo à noite, já temendo que ela pudesse pensar que seria uma desculpa minha para fugir do compromisso.

Quando ela recebeu a mensagem, me ligou imediatamente para saber exatamente o que teria ocorrido. Expliquei detalhe por detalhe, e então ela foi categórica em seu questionamento: "ainda está de pé o nosso encontro de hoje à noite?". Como eu, tirando a dor na região agredida, ainda me sentia bem, afirmei que sim. Senti uma vibração de alívio do doutro lado do telefone.

À noite, tivemos um ótimo primeiro encontro e uma noite maravilhosa. Acabei dormindo na casa dela (para desespero da minha mãe, afinal eu estava machucado e fora de casa). De manhã, ela fez um café-da-manhã maravilhoso para mim. O único problema é que eu não me sentia muito bem, não pela dor ou pelo fato de estar machucado, mas porque nesse momento eu já estava com o rosto inchado devido ao impacto da pá do ventilador,  o que eu imaginava que poderia causar um certo desconforto nela. Principalmente por ser um primeiro encontro.

Com o rosto inchado, mas depois ficou ainda pior

Acabou que esse primeiro encontro deu certo, houveram vários outros, e começamos a namorar. Moramos juntos por vários meses até que consegui um emprego na capital e tivemos que ficar longe por um tempo, afinal ela ainda trabalhava e estudava na cidade em que morávamos. Mas ainda nos víamos todos os finais de semana. Quando eu não podia ir, ela vinha para cá, e nesse mais de um ano que moramos em cidades diferentes, não ficamos um final de semana sem nos encontrar.

Com poucos dias de namoro

Nos casamos no outubro passado, em um casamento ocorrido apenas no cartório. Dispensamos o casamento na igreja por ora. Após o casamento, contemplamos os convidados, parentes e padrinhos com um maravilhoso almoço. Um rodízio de massas (já que a família dela é de origem italiana), que foi elogiado por todos. Depois, tivemos uma perfeita lua-de-mel em um hotel fazenda paradisíaco. Memorável.

Nosso casamento

Lua de mel

Esse será o nosso quinto dia dos namorados. Estamos morando juntos novamente aqui na capital desde o início do ano e nos consideramos um casal muito feliz na vida à dois. Afinal, o carinho que temos um pelo outro é exatamente o mesmo que tínhamos no início do relacionamento. Nada mudou. E penso que isso é o mais importante para que um casal permaneça junto.

Um ótimo dia dos namorados a todos os namorados, ficantes, casos, noivos e maridos e esposas!

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Queriam me capar hoje!

Quem me conhece pessoalmente, ou quem me segue no Twitter, já deve saber que eu trabalho como responsável pela área de TI em um hospital na região metropolitana de Belo Horizonte. Sendo assim, sou administrador do sistema que gerencia todos os processos do Hospital, e passo horas do dia realizando testes, realizando ajustes, procurando novos recursos e ajudando usuários na utilização dessa ferramenta vital para o funcionamento da instituição.

Hoje, enquanto realizava um desses testes no módulo de agenda cirúrgica, acabou ocorrendo uma situação que no final das contas achei bem engraçada! Tudo começou quando a coordenadora do centro cirúrgico solicitou que eu realizasse alguns ajustes no agendamento de cirurgias. Então, realizei os tais ajustes e então fomos realizar um teste juntos para verificar se o que fiz atenderia às necessidades do setor dela.

Qual o melhor jeito de se testar uma agenda cirúrgica!? Agendar uma cirurgia, óbvio! Então fomos agendar juntos uma cirurgia fictícia, e nesse teste o paciente que utilizamos era este ao qual vocês lêem. Já como procedimento cirúrgico que foi utilizando nesse agendamento coloquei a Vasectomia (esterilização masculina, onde o cirurgião corta o canal que "coloca" os espermatozóides no esperma). Escolhi esse procedimento porque, pra falar a verdade, é o único procedimento que eu sei o nome!

Depois de concluir o agendamento (que foi realizado para amanhã às 15 horas), verificamos o resultado para sabermos se os ajustes que fiz deram certo e então fui realizar o cancelamento via comandos SQL em minha sala, para que esse registro na nossa base de produção não gerasse problemas.

Aí que começa a confusão. Nesse pequeno intervalo em que andei do centro cirúrgico até a minha sala, o setor de internação que tem como tarefa entrar em contato com os pacientes que irão se internar para cirurgias agendadas para o próximo dia gerou um relatório com todos os pacientes para amanhã, e o meu nome estava nessa listagem!

Então, a secretária ligou para a minha casa e minha esposa Helen (a Leoa) atendeu. Disseram ser do Hospital (o que eu trabalho, mas a secretária ainda não sabia que o paciente era eu)  e questionaram se estava tudo certo comigo para o procedimento que seria realizado no dia seguinte. A Helen achou isso estranho, pois eu não havia lhe comunicado que realizaria procedimento, e resolveu perguntar qual procedimento seria esse. Foi quando lhe disseram que era uma vasectomia! A esposa caiu na gargalhada, pois sacou logo que seria um engano, pois ela sabe que trabalho fazendo várias coisas em várias áreas do sistema.

Logo após encerrar essa ligação, Helen me ligou no celular e já foi perguntando: "Amor, você vai fazer vasectomia amanhã? A moça aí do hospital me ligou aqui!". Não me contive e cai em uma forte gargalhada, pois isso já foi o suficiente para entender tudo o que havia ocorrido. Expliquei calmamente a ela o que ocorreu, mas ainda rindo muito.

Depois, quem me ligou foi a secretária, ainda meio sem graça e sem entender o que havia acontecido. Expliquei a ela sobre o teste que estava realizando no sistema e sobre o equívoco, também em meio a muitas gargalhadas.

Ao final das contas, isso me serviu para aprender a usar a base de testes ao invés de fazer testes na base de produção da instituição. Mas geralmente quando é um teste rápido faço na base de produção mesmo pois, além da base de testes ser mais lenta, nem sempre ela possui dados e parâmetros atualizados.

Uma última coisa que eu gostaria de salientar é que o procedimento de vasectomia não poderia ser realizado em um homem de apenas 28 anos como eu e que ainda não tem filhos, por questões de ética médica. É considerado antiético esterilizar uma pessoa fértil e capaz de ter filhos antes de os ter.

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Em off - hoje por pouco entro em uma fria

Como não sou muito de falar de mim mesmo aqui no blog, poucos sabem que há quase um ano me mudei de João Monlevade, no interior de Minas Gerais para Belo Horizonte. Estou morando em um apartamento sem muitas mobílias além dos eletrodomésticos (sim, minha cozinha está quase completinha), mas que aos poucos vou organizando tudo para ficar um bom e aconchegante lugar para se morar. Como vou me casar ainda nesse mês, saí hoje com minha noiva e futura esposa para comprarmos um sofá para a nossa sala.

Fomos então a um pequeno aglomerado de lojas de móveis que fica bem próximo ao Shopping Del Rey. Lá, com certeza poderíamos escolher um sofá exatamente como queremos, dentro da faixa de preço que desejamos.

Começamos então nossa via sacra entrando na primeira loja. Sentamo-nos em diversos modelos diferentes para testar cada uma das consistências de tecidos, estofados, etc (todos sabem que essa é a melhor maneira de se escolher um sofá, não é mesmo?). Encontramos um exatamente dentro do padrão que queríamos, e por minha noiva já fechávamos negócio ali mesmo, mas eu preferi visitar as demais lojas, já que eram uma ao lado da outra e nem levaríamos muito tempo para ver todas.

Logo entrando na segunda loja, nos encantamos com um modelo que, aparentemente seria mais caro que o da loja anterior, mas era bem mais barato. Iniciamos então um processo de fechamento de negócio, questionando sobre desconto para compra à vista, formas de pagamento, prazo para entrega, e por aí vai. Foi quando escutamos um bafafá rolando no fundo, de uma senhora com pinta de madame batendo boca com uma vendedora, pois a sua mesa de centro comprada há 4(!!!) meses não havia sido entregue até então.

Paramos tudo para prestar atenção. A senhora dizia que iria armar um barraco lá dentro. E, como eu disse anteriormente, ela tinha pinta de madame. Não era desse perfil de gente que adora um barraco.

"Vocês que estão querendo comprar nessa loja, acho melhor procurar outra, porquê aqui eles ficam com o dinheiro da gente e não entregam a mercadoria! Estou há 4 meses esperando pela mesa de centro que paguei, não consigo falar com o dono e ninguém aqui sabe dar informação nenhuma! Estou vindo aqui todos os dias e sempre é a mesma lorota" - esbravejava a senhora.

Nisso, eu e minha noiva já trocávamos olhares assustados, quando um rapaz que estava sentado em um outro sofá assistindo calmamente uma TV de LCD com algumas boas polegadas começou a falar também:

"Eu também estou esperando receber por uma compra que fiz há 2 meses ou o dinheiro de volta ou o sofá que comprei".

Minha noiva resolveu perguntar, né:

"Qual sofá você comprou?"

"Esse aí mesmo em que vocês estão sentados" - respondeu ele.

A vendedora que estava nos atendendo ficou calada, nos olhando, esperando qual seria nossa reação. Minha noiva então perguntou se eu ainda queria comprar nessa loja, e respondi com a cabeça que não. Tenho certeza de que os 2 clientes insatisfeitos que na loja estavam se sentiram vingados nessa hora. E tivemos orgulho em fornecer essa vingança a eles.

Então, nos levantamos, agradecemos e seguimos para a próxima loja, que nos inspirou muito mais confiança, além de um ótimo preço. Acabamos levando, além do sofá, uma estante que caberá até nossa futura TV de 42 polegadas!

Quanto ao nome da loja caloteira, é Sofá & Cia, que fica na Av. Presidente Carlos Luz, perto do Shopping Del Rey, e a loja onde fechamos negócio foi a Universal Móveis.

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O dia das crianças na Blogosfera

dia-das-criancas-na-blogosfera.jpgHoje são 12 de outubro, dia das crianças, e eu prometi à Déia do blog Mundo Afora que participaria do Dia das Crianças na Blogosfera. Para participar, nós blogueiros temos que contar um pouco sobre nossa infância, o que fazíamos, o que gostávamos, o que aprontávamos, e por aí vai. Então, deixe-me começar.

Até os meus nove anos de idade, morei em um bairro que era mais afastado do centro da cidade, onde havia muitas crianças da mesma idade. Muitas das ruas ainda não eram calçadas. Aliás, o calçamento dessas ruas já foi um momento marcante de nossas infâncias, pois como estavam calçando com paralelepípedo, ficavam aquelas pilhas alocadas na rua, que usávamos para nos esconder em brincadeiras de "polícia e ladrão" e "pique-esconde". Só que não tinha nenhuma das crianças com força suficiente para erguer um paralelepípedo, então eles sempre ficavam lá no mesmo lugar que o pessoal da prefeitura deixava, senão acho que construiríamos casinhas para nos esconder!

infancia_bikes.jpgBrincávamos bastante na rua. Pique-pega, pique-esconde (tinham vezes em que chegavam a ter umas 20 pessoas para procurar, e tinha gente escondida pelo bairro todo! Cada rodada chegava a levar uma hora! Pobre de quem estava com o pique...). Mas o legal mesmo era andar de bicicleta. Em minha casa eram três bicicletas, uma para cada um (não mencionei, mas em minha casa somos três homens, e eu sou o filho do meio). Compramos nossas bikes com o dinheiro das vacas que vendemos para o nosso avô (esse caso das vacas deveria ser um caso à parte, pois nosso avô nos deu as vacas, que eram criadas na fazenda dele, davam leite e bezerros para ele, mas eram nossas, porque ele nos deu. E ainda as vendemos para ele!) E eram muitos os tombos! O bairro era cheio de morros! Ah! E por falar em morros, eles eram as nossas maiores propulsões para nossos carrinhos de rolimã.

Como pode-se perceber, nossas brincadeiras não eram muito tecnológicas como as de hoje em dia... Aliás, a única tecnologia que tínhamos mesmo eram os Atari 2600. A galera era viciada no Enduro! Em minha casa a gente não tinha o Atari, mas tínhamos um Philips Odyssey, que quebrava o galho, mas não tinha o "glamour" dos jogos do Atari.

Outra coisa que fazíamos muito era assistir desenhos animados e depois sair brincando de que éramos os personagens. Tinham uns amigos nossos que moravam na casa onde o muro de fundo da minha casa dava para o fundo da casa deles, e para chamá-los para irmos brincar de alguma coisa ao invés de gritar pelos seus nomes, utilizávamos os gritos de guerra dos desenhos, como "G. I. Joe" (de Comandos em Ação), "Eu tenho a forçaaaaa" (de He-Man) e "Thundercats, Hooooow" (que dispensa apresentações). E o mais legal é que em minha casa tinha um papagaio que sempre assimilava os nossos gritos de guerra, e ficava gritando igual à gente!

infancia_mario.jpgDepois dos nove anos, mudamos para um bairro mais perto do centro da cidade, de onde podíamos ir ao fliper (abreviação de Fliperama) a pé. Então já viu: dinheiro e mais dinheiro gasto em fichas de Street Fighter 2, Final Fight, Golden Axe, Fatal Fury 2 e Mortal Kombat. Gastávamos também muito dinheiro em horas de Super Nintendo ou Mega Drive em locadoras, até um dia comprar um Super Nintendo todinho nosso. Como só podíamos jogar nos finais de semana, quando íamos à locadora alugar algum cartucho no sábado às 8 horas da manhã para jogar exaustivamente durante todo o final de semana (menos na hora do Jornal Nacional), durante a semana nosso querido SNES tinha que ficar lá guardadinho, então voltávamos para o fliper ou para a locadora gastar dinheiro...

Foi nesse período de efusivos dias sempre jogando bastante videogame que me tornei expert em muitos games, completando as 96 fases de Super Mario World, calejando os dedos de tanto fazer Shoryukens em Street Fighter 2, decorando cada nota de Paranoid e Born to be Wild jogando Rock'n Roll Racing e por aí vai. Devo ter "zerado" nessa fase da vida uns 100 a 150 jogos. Era legal que nessa época, tinhamos uma enorme turma de entusiastas por jogos de Super Nintendo, e chegávamos a rodar a cidade inteira a pé em busca de jogos para pegar emprestado. Até que um dia vendemos nosso Super Nintendo e compramos um Sega Saturn. Era legal ter um console de última geração (na época, eram os 32 bits que eram a última geração), só que, diferentemente do Super Nintendo, éramos os únicos que tínhamos esse console, portanto não dava para pegar jogos emprestados com a turma. Nem mesmo as locadoras da cidade tinham jogos de Saturn para alugar.

Foi nessa mesma época do Sega Saturn que eu comecei a trabalhar em uma locadora de Games! Emprego dos sonhos meu e de mais 9 entre 10 crianças da minha idade (nem tão criança assim, pois eu já tinha 13 para 14 anos). Jogava bastante muitos jogos de SNES e 3D0, incluindo o The Need For Speed, que é uma das franquias de games que mais gosto até hoje.

infancia_magic.jpgMais ou menos nessa época também comecei a jogar RPG's, entrando nesse mundo através de Magic: The Gathering, que não era bem um RPG, mas sim um Cardgame baseado nos mundos de RPG's. Também joguei outros RPG's como Vampiro: A Máscara, Advanced Dungeons and Dragons e Lobisomem: O Apocalipse. Conheci grandes amigos nessa época (incluindo o Pedrão), outros nem tão amigos assim... Mas foi mais ou menos nessa época que posso considerar que minha infância terminou.

Gostei muito de escrever esse texto contando um pouco sobre minha infância. Foi bem legal relembrar aqueles bons tempos que não voltarão nunca mais. E sentir um pouco de pena das novas gerações que provavelmente não irão curtir tão bem a melhor fase de suas vidas, desperdiçando-a com as maravilhas tecnológicas de hoje em dia. Lugar de criança é na rua, brincando, se sujando, contraindo bactérias, machucando e aprendendo, e não em casa mexendo no Orkut e falando com os amigos no MSN!
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